A importância da literatura sobre o nazismo

Semana passada, na quinta-feira (16), o Brasil passou por mais um de seus momentos vergonhosos. Em pleno 2020, o ex-Secretário da Cultura, Roberto Alvim, realizou um discurso com falas idênticas ao discurso nazista feito por Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler.

Após o acontecimento, o presidente Jair Bolsonaro exonerou o secretário, por ter se tornado “insustentável” seu mantimento. Porém, também de acordo com o presidente, antes de tudo vir à tona, a escolha de Alvim para o cargo havia sido brilhante. “Depois de décadas, agora temos sim um secretário de Cultura de verdade, que atende ao interesse da maioria da população brasileira, uma população conservadora e cristã”.

Em 2020, o fim da Segunda Guerra Mundial completa 75 anos. E ainda sim nos deparamos, infelizmente, com pessoas que simpatizam com o nazismo, ideologia que torturou e exterminou milhares de pessoas.

Mas por que isso ainda acontece?

Quando o mundo passa por uma situação muito marcante, como ditaduras e guerras, parte da população gostaria de esquecer o que aconteceu. Isso é compreensível, devido à quantidade de sofrimento que determinados momentos trouxeram para a sociedade. Porém, esse não é o melhor caminho.

Esquecer, principalmente as coisas ruins, nos traz um grande risco: passar por aquilo de novo. Quando deixamos de lado partes importantes da nossa história, nos tornamos vulneráveis de cair, novamente, na mesma armadilha. Eis o grande problema de não falar sobre o nazismo, por exemplo.

É por existir tantos livros, séries, filmes e estudos sobre o tema que foi possível realizar a pressão para que o secretário fosse exonerado. Se não compreendêssemos muito do que foi dito, talvez tudo passasse despercebido novamente. Sendo assim, quanto mais falarmos sobre o assunto, mesmo que incomode algumas pessoas, melhor para o nosso próprio futuro.

Discussões sobre temas difíceis nunca deixaram de ser importantes. Racismo, machismo, homofobia e outros tanto problemas também entram nessa questão. Fechar os olhos para os problemas é entregar as armas nas mãos dos inimigos. E não há arma mais poderosa que o conhecimento.

Um exemplo triste que temos é o próprio Brasil. Talvez tenhamos esquecido muito rápido os problemas que a nossa ditadura militar nos trouxe. Talvez tenhamos falado pouco sobre o assunto. Assim, pessoas que sempre defenderam o que aconteceu estão, hoje, no poder.

A Alemanha, por exemplo, mantém museus, locais históricos e até mesmo campos de concentração intocáveis, abertos para visitação, com um único objetivo: não esquecer, nunca, o horror que foi aquilo. A literatura e qualquer outro tipo de arte têm essa mesma função.

Lista de livros sobre o nazismo

Para te ajudar a compreender ainda mais sobre o tema, separamos uma lista de 5 livros que tratam do assunto. Confira quais são e suas pequenas sinopses.

  1. A menina que roubava livros

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Durante a Segunda Guerra Mundial, Liesel Meminger vive fora de Munique e seu maior vício é roubar livros. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler. Ao longo do romance, a família de Liesel acolhe um homem judeu no porão. Com tudo isso acontecendo, Liesel cresce e vai aprendendo o verdadeiro valor da palavra amor e da amizade.

  1. O diário de Anne Frank

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O livro se passa na Holanda e é um diário real de uma menina judia que precisou se esconder com sua família durante a Segunda Guerra Mundial. No diário, Anne Frank narra a ameaça nazista e a dinâmica familiar.

  1. O Homem que venceu Auschwitz

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Também baseado em fatos reais, o livro conta a história de um soldado que se infiltra no campo de concentração de Auschwitz, em 1944. Ali, ele é testemunha dos absurdos ocorridos no local, revelando tudo apenas com 91 anos.

  1. A lista de Schindler

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O livro conta a história real de Oskar Schindler, um empresário alemão que somente após conhecer os campos de concentração decide ajudar as pessoas que lá se encontravam. A história é contada por Mietek Pemper, judeu que atuou como secretário de Amon Goth, o nazista que comandava o campo de concentração.

  1. As Mulheres do Nazismo

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Diferente dos livros citados acima, esse não conta o que aconteceu, especificamente, com as vítimas diretas do nazismo. A escritora conta, em “As mulheres do nazismo”, como as jovens alemãs, encantadas e anestesiadas pela propaganda hitlerista, colaboraram com o regime, sem pensar nos horrores que viriam depois.

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